Tradução do Russo de António Pescada

O que pode acontecer quando a paixão pela roleta se cruza com a paixão por uma mulher?
É esse conflito que Dostoievski aborda neste roma…
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Categoria: Clássicos Russos, Clássicos
Tradução: António Pescada
EAN: 9789897836718
Data de publicação: 03/03/2026
Nº de páginas: 184
Formato: 15,3 x 23,3 x 1,75 cms
Acabamento: Capa mole
Peso: 315 gramas
Descrição completa:

Tradução do Russo de António Pescada

O que pode acontecer quando a paixão pela roleta se cruza com a paixão por uma mulher?
É esse conflito que Dostoievski aborda neste romance, memórias de um jovem que faz parte do séquito de um general russo instalado em Roletenburgo, à espera de uma herança que nunca mais chega.
Trata-se de um grupo de personagens ligadas pela cupidez, a ambição, o fracasso, o amor e a memória de faustos passados, vivendo um jogo de luz e sombra em que quase nada é o que parece.
Há um lado biográfico em O Jogador. Em 1863, quando viajava ao encontro de Paulina Suslova, a grande paixão amorosa da sua vida, que vivia então em Paris, Dostoievski, endividado e alucinado pelo enriquecimento súbito, tentou a sua sorte nas roletas de Wiesbaden. Ganhou, perdeu, recuperou e retomou o caminho para Paris.
Mas na viagem que fez com Paulina procurou de novo as intensidades da roleta em Baden-Baden, onde perdeu tudo o que tinha, incluindo o seu relógio e o anel de Paulina. Inventou um sistema para ganhar que falhou em Bad Homburg, obrigando-o a voltar sozinho a São Petersburgo.
No ano seguinte, Dostoievski ditara em vinte e seis dias o seu romance O Jogador a uma jovem estenógrafa, Ana Grigorievna, que viria a ser a sua segunda esposa.

«Dostoievski dá-me mais do que qualquer cientista.» [Albert Einstein]

SOBRE O AUTOR:
Fiódor Dostoievski nasceu em Moscovo em outubro de 1821, o segundo de sete  lhos. A mãe morreu em 1837 de tuberculose e o pai, médico, saído da nobreza provinciana, foi assassinado dois anos depois quando se instalara já como proprietário rural. Dostoievski estudou num colégio interno em Moscovo e, entre 1838 e 1843, frequentou a Academia Militar de Engenharia, onde se interessou mais por Púchkin, Gógol e Lermontov do que pelas disciplinas do curso. Nessa época, leu também Shakespeare, Byron e Balzac (traduziu Eugénie Grandet), Victor Hugo, Hoffmann, Goethe e Schiller. Publicou a sua primeira história, Gente Pobre (onde a influência de O Capote de Gógol é visível), aos vinte e cinco anos e obteve um enorme sucesso.
Em 1849, quando escrevera já uma dúzia de contos, foi preso e condenado à morte por participar no Círculo Petrashevski. A pena foi substituída à última hora por cinco anos de trabalho forçado numa prisão siberiana. Foi agrilhoado e a caminho da Sibéria que Dostoievski recebeu um exemplar do Novo Testamento das mãos de uma das mulheres dos dezembristas. Não mais largou o livro, mas a sua relação com a religião foi sempre atormentada, feita de rejeição e dúvida. Na década que se seguiu ao seu exílio, onde teve os primeiros ataques de epilepsia, escreveu Recordações da Casa dos Mortos (1862), baseado na sua experiência prisional, e Humilhados e Ofendidos (1861).
Em 1857 casou com uma viúva, Maria Isaieva, tendo criado uma relação de amizade com o seu jovem amante semelhante à descrita em Noites Brancas.
Entre 1862 e 1863 fez várias viagens pela Europa, onde conheceu Paulina Suslova, que serviu de modelo para algumas das suas heroínas. Foi em Wiesbaden que se iniciou na paixão pelo jogo (O Jogador é a obra em que ficcionou a sua atração pela roleta).
Em 1866 publicou Crime e Castigo, em capítulos, na revista Mensageiro Russo.
Em 1867 casou-se com Ana Grigorievna, a jovem estenógrafa a quem ditara O Jogador. O casal viria a instalar-se em Genebra, onde teve uma primeira filha. Passado um ano, o casal viajou para Milão e Florença, antes de regressar a Dresden. Dostoievski só voltou à Rússia em 1871.
Em 1880 proferiu um discurso memorável na inauguração do monumento a Púchkin em Moscovo.
Morreu seis meses depois, em 1881. Algumas das suas obras mais importantes foram publicadas na década final da sua vida: Os Demónios (1872) e Os Irmãos Karamázov (1880).

 

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