LIVRO EM PRÉ-VENDA. ENVIOS DIA 5 DE SETEMBRO.

COM SOBRECAPA ALUSIVA AO FILME.

LAVAGANTE, INSPIRADO NESTA OBRA DE JOSÉ CARDOSO PIRES, ESTREIA A 02-10-2025 NAS SALAS DE …
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O preço original era: 16.50 €.O preço atual é: 14.85 €.

Categoria: Ficção, Ficção Portuguesa
EAN: 9789897836190
Data de publicação: 03/09/2025
Nº de páginas: 72
Formato: 15,3 x 23,3 x 0,65 cms
Acabamento: Capa mole com sobrecapa alusiva ao filme
Peso: 500 gramas
Descrição completa:

LIVRO EM PRÉ-VENDA. ENVIOS DIA 5 DE SETEMBRO.

COM SOBRECAPA ALUSIVA AO FILME.

LAVAGANTE, INSPIRADO NESTA OBRA DE JOSÉ CARDOSO PIRES, ESTREIA A 02-10-2025 NAS SALAS DE CINEMA PORTUGUESAS.
FILME DE MÁRIO BARROSO, COM FRANCISCO FROES, NUNO LOPES, JÚLIA PALHA, LEONOR ALECRIM, DIOGO INFANTE E RUI MORISSON. ARGUMENTO DE ANTÓNIO-PEDRO VASCONCELOS.

Em Lavagante, José Cardoso Pires aborda o ambiente opressivo de Portugal no início dos anos 60, marcado pela censura e a acção policial. A história, que se desenrola num contexto de perseguições e prisões políticas, acompanha o romance entre um médico oposicionista e uma jovem estudante, destacando a influência da repressão na vida privada e nos relacionamentos pessoais. O livro utiliza a imagem do lavagante — um crustáceo — para ilustrar a natureza primitiva e a falta de refinamento do país.

SOBRE O AUTOR:
José Cardoso Pires nasceu em São João do Peso, Castelo Branco, a 2 de Outubro de 1925. Passou a infância e a adolescência em Lisboa.
Frequentou a Faculdade de Ciências, mas trocou as Matemáticas pela Marinha Mercante. Exerceu depois diversas profissões e por um breve período acompanhou o grupo surrealista de Alexandre O’Neill e Cesariny.
Aos 24 anos, publicou Os Caminheiros e Outros Contos, narrativas que se distinguem do neo-realismo então dominante.
É também em 1949 que se torna chefe de redacção da revista Eva, início de uma actividade editorial paralela à da escrita que se prolongou no Almanaque e na Gazeta Musical e de Todas as Artes na Ulisseia, e como director-adjunto do Diário de Lisboa.
As Histórias de Amor saíram em 1952. Assimilando influências de escritores norte-americanos como Hemingway e Faulkner, Cardoso Pires confirmava um espaço próprio na literatura portuguesa.
Em 1958, surge o seu primeiro romance, O Anjo Ancorado, e, em 1960, Cartilha do Marialva, um ensaio que seria referencial da sua obra ficcional.
A partir daí, Cardoso Pires editaria, com um intervalo de cerca de cinco anos, O Hóspede de Job, que recebeu o Prémio Camilo Castelo Branco, e aquela que é talvez a sua obra principal, O Delfim, em 1968. Tal como outros romances seus, este distinguia-se por uma escrita despojada e uma investigação que de modo deliberado transparecia em notas de pé de página.
Em 1969, partiu para Londres, leccionando Literatura Portuguesa e Brasileira no King’s College durante dois anos.
Em termos políticos, colaborava com o PCP e outras forças de esquerda nas lutas contra o regime, publicando Dinossauro Excelentíssimo em 1972.
Entretanto, a sua obra diversificara-se pela literatura infantil, com O Burro-em-Pé e A República dos Corvos.
Em 1977, saiu E agora, José?, título inspirado num poema de Drummond de Andrade.
No teatro, editara O Render dos Heróis em 1960 e, em 1980, resultado de uma investigação sobre os meandros da PIDE, a peça Corpo-Delito na Sala de Espelhos, encenada pelo Teatro Aberto.
Balada da Praia dos Cães, de 1982, baseia-se num episódio da luta contra a ditadura e obteria o Grande Prémio de Romance e Novela da APE. Seguiu-se-lhe Alexandra Alpha.
Uma década depois, um AVC inspirou-lhe uma narrativa clínica, De Profundis, Valsa Lenta, revelando que era capaz de se manter escritor até nos momentos mais difíceis da vida. A obra recebeu o Prémio D. Dinis e o Prémio da Crítica da APCL. Em 1991, foi-lhe atribuído o Prémio Internacional União Latina e o Prémio Pessoa em 1997. Entretanto, as suas obras iam sendo traduzidas em diversas línguas e analisadas por críticos como Mário Dionísio, Óscar Lopes, Alexandre Pinheiro Torres, Maria Lúcia Lepecki e Eduardo Prado Coelho.
Dois romances seus foram adaptados ao cinema, Balada da Praia dos Cães, por Fonseca e Costa, em 1987, e O Delfim, por Fernando Lopes, em 2002.
José Cardoso Pires morreu a 26 de Outubro de 1998, em Lisboa.

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