LIVRO EM PRÉ-VENDA. ENVIOS DIA 20 DE ABRIL.
Tradução e notas: Júlia Ferreira e José Cláudio
O Enraizamento é um ensaio escrito em 1943 e que permaneceu inacabado devido à morte da autora. O seu subtítulo é Prelúdio para Uma Declaração dos Deveres para com o Ser Humano.
Simone Weil procura criar as bases de uma doutrina, regressando aos princípios que permitiram às civilizações estabelecerem-se de um modo durável.
Nesse ano de 1943, após vinte anos de amadurecimento interior, trata-se para Simone Weil de reatar um pacto que assenta sobre a «exigência do bem absoluto que habita no coração do homem, mas que tem a sua origem numa realidade situada fora do mundo».
«O enraizamento talvez seja a necessidade mais importante e mais ignorada da alma humana. […] Todo o ser humano precisa de ter múltiplas raízes, precisa de receber a quase totalidade da sua vida moral, intelectual, espiritual, por intermédio dos ambientes a que naturalmente pertence.»
«O único grande espírito do nosso tempo.» [Albert Camus]
«Devemos simplesmente expor-nos à personalidade de uma mulher de génio, de um tipo de génio semelhante ao dos santos.» [T. S. Eliot]
«A padroeira de todos os desenraizados.» [André Gide]
«Pode confiar-se que rejeitará o superficial e enfrentará o essencial e o profundo.» [Times Literary Supplement]
SOBRE A AUTORA:
Simone Weil (1909–1943) é uma personalidade singular na filosofia francesa, tendo-se colocado ao lado dos mais fracos e oprimidos, contra qualquer forma de violência política ou social.
Foi discípula de Alain (Émile Chartier) e aluna na École Normale Supérieure. Formou-se em Filosofia em 1931. Em 1933 foi professora de Filoso a em Roanne. A partir de 1934 e durante dois anos, foi operária na Renault, alistando-se em 1936 nas Brigadas Internacionais, que lutavam em Espanha ao lado dos republicanos. Em 1941, trabalhou como operária agrícola. Em 1942, partiu para Nova Iorque e depois para Londres, onde trabalhou para a Resistência Francesa, que combatia sob as ordens do general De Gaulle. Demitiu-se dos seus cargos em julho de 1943.
Atacada por tuberculose, recusou alimentar-se para partilhar o sofrimento dos franceses que permaneciam sob a ocupação nazi.
Morreu a 24 de agosto de 1943 no Grosvenor Sanatorium. Deixou uma obra vasta, composta por mais de cinquenta ensaios, numerosos artigos e uma ampla correspondência.












