De Profundis

LIVRO EM PRÉ-VENDA. ENVIOS DIA 20 DE FEVEREIRO.

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Categoria: Clássicos para Leitores de Hoje
EAN: 9789897836701
Data de publicação: 18/02/2026
Nº de páginas: 144
Formato: 15,3 x 23,3 x 1,35 cms
Acabamento: Capa mole
Peso: 500 gramas
Descrição completa:

LIVRO EM PRÉ-VENDA. ENVIOS DIA 20 DE FEVEREIRO.

De Profundis é uma longa carta escrita por Oscar Wilde na Prisão de Reading ao seu amante Lord Alfred Douglas. Nela, o homem que havia procurado o prazer estético inspirado nos clássicos gregos e o brilho social tira consequências da sua descoberta de que o «segredo da vida é o sofrimento».
Condenado num julgamento que desencadeou e sabia perdido, perseguido pelo escândalo, abandonado por amigos, Oscar Wilde revela a sua complexa personalidade. É um texto íntimo, um monólogo dramático que permaneceu singular numa obra repartida pelo ensaio, a poesia, o teatro, o romance e os diálogos ocasionais.
Oscar Wilde tinha a «virtude do encanto», como afirmou Borges. Mas foi capaz de jogar «tragicamente com o seu destino». No seu voluntário exílio em Paris, disse a Gide que quisera conhecer «o outro lado do jardim».
Nascido em Dublin em 1854, Oscar Wilde morreu 46 anos depois no discreto Hôtel d’Alsace. Como escreveu Borges, «a sua obra não envelheceu; podia ter sido escrita esta manhã».

SOBRE O AUTOR:
Oscar Wilde nasceu a 10 de outubro de 1854. Foi o segundo filho de um casal irlandês residente em Dublin.
Em 1871 recebeu uma bolsa para frequentar o Trinity College de Dublin, onde começou a construir a sua persona, com o culto dos pré-rafaelitas, as roupas de dandy e o desafio às convenções.
É neste período que Wilde conhece as obras de Keats, Flaubert e Pater, embora, como disse mais tarde, já houvesse percorrido mais de metade do caminho quando os encontrou. Três anos depois está a frequentar Estudos Clássicos em Oxford.
É influenciado por dois professores de Belas-Artes, John Ruskin e Walter Pater.
Em 1879 já está a residir em Londres, onde se tornará conhecido pelo brilho das conversas e a frequência dos teatros. Escreve Vera ou os Niilistas, que não chega a ser representada, e em 1881 publica Poems.
Em 1884, casa com Constance Lloyd, uma herdeira inteligente e culta, interessada em literatura infantil e de quem teve dois filhos. A partir de 1886, Wilde assume abertamente a sua homossexualidade.
Colabora com a Pall Mall Gazette, publica O Retrato do Sr. W. H., contos como O Príncipe Feliz, e ataca o realismo no ensaio O Declínio da Mentira.
Em 1891 surge O Retrato de Dorian Gray. O romance celebra o esteticismo, critica os seus riscos e aborda pela primeira vez a homossexualidade na literatura inglesa. No mesmo ano publica A Alma do Homem e o Socialismo.
Em 1892, edita O Leque de Lady Windermere, o seu primeiro êxito teatral. Regressa a Paris, onde conhece Mallarmé, Schwob, e tem longas conversas com André Gide.
Mas Uma Mulher sem Importância faz que até alguns dos mais renitentes lhe reconheçam o talento. E é então, no auge da sua glória, que conhece Lord Alfred Douglas, Bosie para os íntimos, vinte anos mais novo do que ele, de gostos vulgares, caprichoso e manipulador. Em apenas dois anos, Wilde é levado à falência com presentes caros, jantares requintados e viagens.
É o começo do fim. Embora escreva ainda Um Marido Ideal, Uma Tragédia Florentina e A Importância de Ser Earnest, a vida criativa de Wilde começa a estiolar-se.
O autor de O Declínio da Mentira vai deixar-se instrumentalizar pelo seu amante no conflito que o opõe ao pai, John Sholto Douglas, marquês de Queensberry.
Em 1895, por instigação de Alfred, Wilde toma a iniciativa de um processo judicial contra Sholto. Ganha o primeiro processo, de que sai, no entanto, relacionado com «atos de grave indecência». O desfecho de um terceiro julgamento é a sua condenação a dois anos de trabalhos forçados.
É na prisão que escreve De Profundis.
Libertado, abandona imediatamente Inglaterra, adota o nome de Sebastian Melmoth e instala-se num modesto hotel de Paris.
Wilde morreu em novembro de 1900, após dois meses de doença. Diz-se que, tal como Tchékhov, de quem quase tudo o separava, pediu champanhe pouco antes de expirar, comentando: «Estou a morrer acima das minhas possibilidades.»

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