FORMAS DE PENSAR

LIVRO EM PRÉ-VENDA. ENVIOS DIA 12 DE NOVEMBRO.

PREFÁCIO DE LOURENÇA BALDAQUE

Formas de Pensar reúne textos em que Agustina Bessa-Luís reflecte sobre linguagem, criação e …
Categoria: Ficção Portuguesa, Ficção
EAN: 9789897837401
Data de publicação: 10/11/2026
Nº de páginas: 272
Formato: 15,3 x 23,3 x 1,8 cms
Acabamento: Capa mole
Peso: 500 gramas
Descrição completa:

LIVRO EM PRÉ-VENDA. ENVIOS DIA 12 DE NOVEMBRO.

PREFÁCIO DE LOURENÇA BALDAQUE

Formas de Pensar reúne textos em que Agustina Bessa-Luís reflecte sobre linguagem, criação e as relações humanas. Com liberdade e inteligência, Agustina interroga as ideias feitas e procura, em cada tema, aquilo que resiste às explicações fáceis.

«A comunicação é e foi sempre uma ardente preocupação do ser humano. Não nos limitamos ao entendimento vulgar, ao encontro necessário para uma vida regular em sociedade, como aspiramos a um intercâmbio mais profundo, ao aceitar da consciência alheia. Mas aceitar a consciência dos outros é fazê-la limitada, e assim o homem continuamente estimula a controvérsia e prolonga o seu mistério. A luta pela comunicação apresenta-se-nos sempre fugitiva e difícil.» [«Para o Colóquio de Lourmarin»]

«O mundo precisa de refazer o sentido da proximidade; a linguagem é um contacto — ela não nos diz se estamos certos ou errados; ela só nos diz se estamos próximos, e isso é importante.» [«A Linguagem como Sentido da Proximidade»]

SOBRE A AUTORA:
Maria Agustina Ferreira Teixeira Bessa nasceu no dia 15 de Outubro de 1922, em Vila Meã, Amarante. Viveu a maior parte da sua vida no Porto. Publicou o primeiro livro, a novela Mundo Fechado, em 1948, muito elogiado por Pascoaes e Aquilino. Seguiram-se, com especial destaque, os Contos Impopulares (1951–1953) e, em 1954, o duplamente premiado romance A Sibila, que, no dizer de Eduardo Lourenço, «deslocou o centro da atenção literária».
Agustina iniciou então, em vertiginoso ritmo, a edição de muitas dezenas de obras percorrendo todos os géneros literários, incluindo a imprensa periódica, simultaneamente com a representação de Portugal em organismos internacionais, tais como o Congress for Cultural Freedom (1959) e a Communità Europea degli Scritori (1961/62). Tem a Laurea Honoris Causa da Università degli Studi di Roma «Tor Vergata» (2008).
Foi distinguida com o grau de Officier de l’Ordre des Arts et des Lettres, atribuído pelo Governo francês em 1989.
Foi Sócia Emérita da Academia das Ciências de Lisboa. Viajou e usou da palavra por quase todo o mundo. Entre outros, foram-lhe conferidos o Prémio Ricardo Malheiros (A. C. L.) 1966 e 1977, o Prémio Adelaide Ristori (Centro Cultural Italiano de Roma, 1975), o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores 1983 e 2001, o Prémio Internacional União Latina 1997, o Prémio Camões 2004 e o Prémio de Literatura do Festival Grinzane Cinema de Turim 2005.
«Eu considero-a com Fernando Pessoa um dos dois escritores verdadeiramente geniais que Portugal produziu no século XX, e creio que todos os outros estão muito, mas muito abaixo deles. Mais, para mim a Agustina é o maior escritor em prosa de toda a literatura portuguesa» (António José Saraiva, in António José Saraiva e Óscar Lopes: Correspondência).
Morreu com 96 anos, a 3 de Junho de 2019.

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