Escritos Africanos

SELECÇÃO E PREFÁCIO DE GONÇALO VILAS-BOAS

TRADUÇÃO (DO ALEMÃO) DE MARIA ANTÓNIA AMARANTE

“A ida para África, depois de uma experiência traumatizante nos Estados Unidos, seguida da ex…
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Categoria: Viagens
Tradução: Maria Antónia Amarante
EAN: 9789897833236
Data de publicação: 20230422
Nº de páginas: 240
Formato: 13 x 20 x 1,85
Acabamento: capa mole
Peso: 298
Descrição completa:

SELECÇÃO E PREFÁCIO DE GONÇALO VILAS-BOAS

TRADUÇÃO (DO ALEMÃO) DE MARIA ANTÓNIA AMARANTE

“A ida para África, depois de uma experiência traumatizante nos Estados Unidos, seguida da expulsão daquele país e de uma curta estada em Lisboa, cidade onde escreveu mais de 20 textos, proporcionou-lhe uma viragem: da fuga e da procura de algo absoluto e indefinido, começa a aceitar-se e a virar-se para dentro, à procura daqueles valores mas em si mesma. […] Em África, mais concretamente no Congo Belga, Schwarzenbach será recebida de um modo inesperado. […] Desiludida com o facto de não conseguir ter uma atividade antifascista, nem na rádio, nem na Cruz Vermelha, resolve abandonar a cidade e subir o rio Congo, em junho de 1941, escrevendo alguns artigos com ecos evidentes de Heart of Darkness, de Joseph Conrad. Refere também a vida de colonos europeus, sobretudo os suíços, que trabalhavam no interior, como a família Vivien, em Molanda, a vida ao longo do rio e os destinos dos europeus que aí assentaram arraiais. Daqui partiu em longas excursões de cerca de 2000 quilómetros com a Sra. Vivien até às montanhas de Ruwenzori. Está satisfeita com esta calma, longe do rebuliço das cidades, da guerra, sem compromissos políticos, sem ter de se preocupar com as autoridades belgas ou francesas no Congo.”
[Do Prefácio de Gonçalo Vilas-Boas]

SOBRE A AUTORA:
Annemarie Schwarzenbach nasceu na cidade suíça de Zurique em 1908. Faleceu com apenas 34 anos em Sils im Engadin, na sequência de um acidente de bicicleta.
Manteve toda a vida uma relação difícil com a mãe, Renée Wille, filha de um comandante militar. Aos 22 anos, conheceu Erika e Klaus, filhos de Thomas Mann, com quem estabeleceu estreita amizade. Em 1931, fixou-se em Berlim, onde começou a escrever narrativas e contos e se manifestou contra o nazismo, que a partir de 1933 se tornaria uma séria ameaça.
Formada em História, arqueóloga e jornalista, empreendeu inúmeras viagens entre 1934 e 1941, percorrendo zonas da da Ásia, da África, da Europa e dos Estados Unidos. Em geral, viajava de automóvel com amigas fotógrafas ou escritoras.
Teve uma vida agitada, marcada pela sua dependência de morfina e por tentativas de suicídio.
Desta autora, a Relógio D’Água tem já publicados os livros Todos os Caminhos Estão Abertos, Inverno no Próximo Oriente, Com Esta Chuva e Ver Uma Mulher.

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