LIVRO EM PRÉ-VENDA. ENVIOS DIA 9 DE FEVEREIRO.
«Elsa Morante foi minha mestra.» [Elena Ferrante]
«Este nosso mundo cai aos pedaços… Só tu, Elsa, consegues dar-lhe forma e dignidade.» [Italo Calvino]
A Ilha de Arturo é, conjuntamente com A História, um dos mais importantes romances de Elsa Morante.
Na ilha mediterrânica da Prócida, assistimos à formação de Arturo, que sente uma apaixonada admiração por um pai sempre ocupado em misteriosas viagens. Já adolescente, é atraído pela sua jovem madrasta, Nunziatella. A passagem de um tempo de sonhos e ilusões para a realidade será um caminho lento e difícil para Arturo.
Elsa Morante foi uma mulher que nunca aceitou ter nascido num mundo onde o amor é efémero e a indiferença ou o ódio habituais. «No amor começa por haver o paraíso, mas depois, não se sabe como, precipitamo-nos no inferno», disse numa entrevista que concedeu antes da sua morte em 1985.
A miúda selvagem nascida num bairro pobre de Roma, a viajante, a enamorada, a angustiada companheira de Moravia, que sonhava com o sol das ilhas napolitanas e as cores da agreste Prócida («Arturo sou eu», disse ela um dia), percorreu vários continentes, passou por Portugal e viveu as duas guerras mundiais, partilhando a maior parte dos sofrimentos e esperanças do século xx.
As suas personagens recorrentes são crianças, animais e adolescentes com uma paixão cega pelo pai, a mãe ou o amor.
SOBRE A AUTORA:
Elsa Morante nasceu em agosto de 1912, num bairro popular de Roma, cidade onde irá viver quase toda a sua vida. Terminado o liceu, sai da casa da família. Forçada a abandonar a Faculdade de Letras, vive de explicações de italiano e latim. Nos anos 30 colabora no Corriere dei Piccoli. Entre 1939 e 1941 trabalha para a revista Oggi.
Em 1936 conhece o escritor e crítico de cinema Alberto Moravia, com quem se casaria em 1941. No mesmo ano publica o seu primeiro livro, Il gioco segreto, uma coleção de contos, seguindo-se, em 1942, Le bellissime avventure di Caterì dalla trecciolina (reescrito em 1952 com o título Le straordinarie avventure di Caterina). No fim da Segunda Guerra Mundial, Morante e Moravia, ambos de ascendência judaica, retiram-se para Ciociara, perto de Roma, uma viagem que irá inspirar mais tarde A História.
Durante este período, Elsa Morante começa a traduzir Katherine Mansfield e a escrever o seu primeiro romance, Menzogna e sortilegio, publicado em 1948 e acolhido com o Prémio Viareggio. Em 1957 sai A Ilha de Arturo, que ganha o Prémio Strega. Apesar de ter destruído grande parte da sua obra deste período, Elsa Morante publica uma novela, O Xaile Andaluz, e um poema, A Aventura.
Em 1959, durante uma viagem aos Estados Unidos, conhece o jovem pintor nova-iorquino Bill Morrow, a quem se liga por uma intensa amizade. Separa-se de Moravia (de quem, no entanto, nunca se divorciou) em 1962, no mesmo ano em que Bill Morrow se suicida.
A História, que retrata Roma durante a Segunda Guerra Mundial, é publicado em 1974, com aceitação do público e controvérsia crítica. O seu último romance, Aracoeli, foi editado em 1982 (Prémio Médicis 1984).
Elsa Morante morreu a 25 de novembro de 1985. “Quero que estejam alegres no dia da minha morte. A música de enterro: Mozart, nos três génios d’A Flauta Mágica, as primeiras canções de Bob Dylan, e Bach, A Paixão segundo São Mateus.”














