O Náufrago

Tradução (do alemão): Leopoldina Almeida

Neste seu livro, Thomas Bernhard fala da morte. A do músico Glenn Gould e a de Wertheimer, igualmente músico, que se suicidou.
O narr…
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15.30 

Categoria: Ficção
Tradução: Leopoldina Almeida
EAN: 9789897833687
Data de publicação: 04/03/2024
Nº de páginas: 144
Formato: 15,3 x 23,3 x 1,2 cms
Acabamento: capa mole
Peso: 226 gramas
Descrição completa:

Tradução (do alemão): Leopoldina Almeida

Neste seu livro, Thomas Bernhard fala da morte. A do músico Glenn Gould e a de Wertheimer, igualmente músico, que se suicidou.
O narrador é o único que abandonou a música, oferecendo o piano à filha de um professor de província, quando compreendeu que nunca poderia igualar Glenn Gould.
Este romance, onde se fala também de Lisboa e da costa de Sintra, que Bernhard conhecia bem, é um profundo monólogo sobre a arte e a psicologia do artista e uma espécie de composição sinfónica sobre essa mentira/verdade que é a arte.

«Cresce a sensação de que Thomas Bernhard é o romancista mais original e concentrado a escrever em alemão. As suas ligações… com a grande constelação de Kafka, Musil e Broch tornam-se cada vez mais claras.» [George Steiner, The Times Literary Supplement]

SOBRE O AUTOR:
Thomas Bernhard, um dos mais importantes romancistas e dramaturgos austríacos, nasceu em Fevereiro de 1931, em Heerlen, nos Países Baixos.
A sua mãe regressou a Viena em 1932, tendo confiado o filho aos avós. Foi assim que o autor de O Náufrago passou os primeiros anos em Seekirchen, nos arredores de Salzburgo, tendo tido uma relação feliz com o seu avô, o escritor Johannes Freumbichler.
Quando tinha sete anos, atingido já pela doença pulmonar que marcaria toda a sua vida, foi viver com a mãe para a Baviera, onde os seus avós se instalaram no ano seguinte.
Em 1942, frequentou um centro de educação nacional-socialista para crianças na Turíngia, onde sofreu graves humilhações. Em 1943, foi colocado num internato nazi em Salzburgo, aonde regressou após uma estada na Baviera.
Já depois da guerra, aos dezasseis anos, abandona os estudos liceais e emprega-se como aprendiz numa mercearia. Aí contrai uma grave pleurisia, que faz com que os médicos o considerem condenado. Abandona o hospital em 1951, mas, a partir daí, a sua vida é perturbada por operações aos pulmões e internamentos hospitalares. Após a morte do seu avô em 1949, Thomas Bernhard aproveita os períodos de internamento para escrever poesia.
Em 1950, encontra no sanatório Hedwig Stavianicek uma mulher trinta e cinco anos mais velha do que ele, que será até ao fim da vida sua companheira, apoio moral e financeiro e a primeira leitora dos seus livros.
Entre 1952 e 1954, colabora em jornais e publica os primeiros poemas, ao mesmo tempo que estuda no Conservatório de Música e Artes Dramáticas de Viena e no Mozarteum em Salzburgo (Bernhard tem uma excelente voz de barítono).
Frequenta a sociedade intelectual vienense, de que se tornará crítico impiedoso.
O êxito, em 1963, do primeiro romance, Geada, permite-lhe adquirir uma quinta em Ohlsdorf, na Alta Áustria. É nessa região que acaba por se fixar e onde escreve, embora viaje frequentemente para Portugal, Espanha, Itália, a Jugoslávia e a Turquia.
É ao longo destes anos que a sua prosa, caracterizada por longas frases, repetidas até à obsessão, como ecos variados de si próprias, de estilo polifónico, se vai definindo. É, em geral, composta por um monólogo ininterrupto, de uma personagem misantropa, que vai ajustando contas com a mediocridade, o modo de vida e as instituições da Áustria.
Entre 1975 e 1982, publica cinco volumes de pendor autobiográfico. Os seus principais romances surgem nos anos 80, como é o caso de O Sobrinho de Wittgenstein (1982), que retoma a sua experiência de internamentos hospitalares e a sua amizade com Paul Wittgenstein, e O Náufrago (1983), que aborda a vida e a morte de Glenn Gould e de Wertheimer.
Thomas Bernhard é também conhecido como dramaturgo. Ein Fest für Boris (1970), O Presidente (1975) e O Reformador (1979) causam escândalo. Um artigo sobre o teatro de Salzburgo fez com que lhe fosse movido um processo por difamação. Em 1968, o seu discurso ao receber um prémio do Estado austríaco para a literatura leva os representantes oficiais a abandonarem a sala.
Thomas Bernhard morreu em Fevereiro de 1989.

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